quinta-feira, 20 de julho de 2006

Apesar de tudo, Brasil segue líder no ranking da Fifa

A campeã do mundo Itália subiu 11 posições e ficou na segunda posição do ranking da Fifa após a conquista do título, enquanto o Brasil, campeão em 2002, continua com a liderança apesar de ter sido eliminado nas quartas-de-final da Copa do Mundo.

A França, que derrotou o Brasil e perdeu da Itália na final de domingo, subiu quatro postos e está na quarta posição, enquanto a Argentina, também eliminada nas quartas, subiu seis posições e está na terceira colocação, informa a Agência Reuters.

A Alemanha também melhorou muito no ranking. A seleção anfitriã do Mundial ganhou dez colocações e está na nona posição. Assim, o time fica entre os dez melhores do mundo pela primeira vez em mais de dois anos, após alcançar a semifinal da Copa.

Esse foi o primeiro ranking após a Copa do Mundo, que tem um novo critério e leva em consideração a importância da partida e a força do adversário.

O ranking antigo foi muito criticado e sua contestação aumentou após a eliminação na primeira fase de República Tcheca, então segunda colocada na lista, e Estados Unidos, que era quinto.

Confira os dez primeiros do ranking da Fifa: (Entre parênteses a evolução na lista)

1 Brasil (-)
2 Itália (+11)
3 Argentina (+6)
4 França (+4)
5 Inglaterra (+5)
6 Holanda (-3)
7 Espanha (-2)
8 Portugal (-1)
9 Alemanha (+10)
10 República Tcheca (-8)

Fonte: Agência Placar

Eu sonho

Porque eu posso.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Fato

[obrigada, V. ;-)]

Chico Buarque de Hollanda: Os Primeiros Anos

Quatro décadas depois de atropelar as tradições da MPB, Chico lança 3 CDs que conseguem conservar o frescor e o entusiasmo dos anos 60.

Em 3 volumes, um voltado para a grande construção, o outro para o samba e por último para a política e o amadurecimento.

Leia os releases de cada um aqui.

Mas também dá pra ouvir músicas e ainda conhecer um microsite interessante voltado a isso bem aqui.

Cuba Libre!

Exposição de Fotografia: A Épica Revolucionária Cubana

Quando: De 14 de julho a 18 de agosto. Segunda a sexta, das 9h às 21h. Sábado, das 9h às 16h
Onde: galeria Senac Lapa Scipião (r. Scipião, 67, tel. 0/xx/11 3866-2500)
Quanto: grátis

Veja algumas fotos aqui pra começar. ;-)

Última parceria de Tom Jobim e Chico Buarque é relançada em CD

Gravado entre setembro e novembro de 1991, o disco "No Tom da Mangueira" é agora relançado em CD pela gravadora Biscoito Fino. O álbum traz "Piano na Mangueira", última parceria entre Tom Jobim (1927-1994) e Chico Buarque, interpretada pela própria dupla.

Projeto do poeta Hermínio Bello de Carvalho, o disco reúne sambas de diversos compositores e intérpretes.


Álbum foi relançado pela Biscoito Fino

Jobim se une a Paulinho da Viola, entre outros, em "Não Quero Mais Amar a Ninguém" (Cartola/ Carlos Cachaça/ Zé da Zilda). Gal Costa canta "Fala Mangueira" (Mirabeau/ M. Oliveira/ A. Valente/ Z. Reis), Alaíde Costa interpreta "Quando o Samba Acabou" (Noel Rosa) e Sandra de Sá vai de "Os Meninos da Mangueira" (Rildo Hora/ Sérgio Cabral).

O destaque vai também para Ney Matogrosso, que com Clementina de Jesus e Raphael Rabello interpreta "Nasceste de uma Semente" (José Ramos) e "Semente do Samba" (Hélio Cabral/ Irmãos Vitale).

Já Chico Buarque, além de "Piano na Mangueira", participa da faixa "Exaltação à Mangueira" (Enéas de Brito/ Aloisio A. da Costa), ao lado de Caetano Veloso e Paulinho da Viola.

Fonte: Folha Online

Após 7 anos, Chico Buarque sobe ao palco com turnê de "Carioca"

Após sete anos sem fazer turnê, Chico Buarque volta aos palcos para o show de seu mais recente disco, "Carioca". O primeiro show acontece no dia 30 de agosto no Tom Brasil Nações Unidas, na zona sul de São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (24).

O show permanecerá três semanas em cartaz na casa paulistana. Depois, segue para Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador (as datas e locais ainda não foram confirmados). Essa primeira parte da turnê deve se encerrar em junho de 2007.

Nos últimos 30 anos, Chico Buarque realizou apenas quatro temporadas de shows: "Chico e Bethânia" (1975), "Francisco" (1988), "Paratodos" (1994) e "As Cidades" (1999).

No repertório estarão as canções de "Carioca", como as inéditas "Subúrbio", "Outros Sonhos", "Porque Era Ela, Porque Era Eu", "As Atrizes", "Ela Faz Cinema", "Bolero Blues" e "Sempre". Clássicos de Chico, como "Mambembe", também estarão no show.

Para abrir os espetáculos, o cantor e compositor escolheu "Voltei a Cantar". A idéia veio do cantor carioca Mário Reis (1907-1981), que usou a mesma canção de Lamartine Babo para anunciar sua volta aos microfones após um longo período de ausência.

A banda que acompanhará o artista no palco será a mesma da última turnê: o maestro, arranjador e diretor musical Luiz Claudio Ramos, (violão), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros). Hélio Eichbauer e Maneco Quinderé assinam, respectivamente, cenário e iluminação, e Marcelo Pies, os figurinos. A produção é de Vinícius França.

Chico Buarque
Quando: de 30 de agosto a 17 de setembro. Quinta, às 21h30. Sexta e sábado, às 22h. Domingo, às 19h
Onde: Tom Brasil Nações Unidas (r. Bragança Paulista, 1.281)
Quanto: R$ 80 a R$ 160. Há meia-entrada. Ingressos: Ingresso Rápido (0/xx/11 2163-2000), Show Tickets (shopping Iguatemi), lojas Chilli Beans (shoppings Anália Franco, Morumbi e Villa-Lobos), Livraria e Espaço Arjuna (r, Simão Álvares, 923, Vila Madalena), Digital Stadium (r. Doutor Bacelar, 1.207, Vila Madalena)

Fonte: Folha Online - 19.7.06

Cinemateca exibe favoritos de Glauber

Ciclo reúne síntese de influências do diretor de "Terra em Transe" e promove debate com estudiosos

A idéia não poderia ser melhor. Com base no livro "O Século do Cinema" (Cosacnaify), de Glauber Rocha, a Cinemateca Brasileira exibe até o próximo domingo "O Século de Glauber", uma mostra de filmes que fizeram a cabeça do cineasta baiano.

Em sua concisão e heterogeneidade, o ciclo vale por um minicurso sobre o cinema moderno e suas fontes.

Do cinema revolucionário soviético ("Greve", de Eisenstein) ao realismo poético de Renoir ("A Cadela"), do expressionismo de Fritz Lang ("M, o Vampiro de Dusseldorf") à virada genial de Orson Welles ("Cidadão Kane"), do neo-realismo de Rossellini ("Roma, Cidade Aberta") à ruptura dos gêneros de Resnais ("Hiroshima, Meu Amor"), estão representados na mostra os principais momentos que fizeram do cinema uma arte multifacetada.

Independência criativa

É também a chance de ver ou rever uma obra rara de invenção e independência criativa feita no coração da indústria: "Punhos de Campeão" (1949), de Robert Wise, que simula uma narrativa em tempo real do antes, do durante e do depois de uma luta em que um pugilista resiste à pressão de mafiosos para entregar os pontos.

Há ainda a exuberância operística de Visconti ("Rocco e Seus Irmãos", talvez o filme favorito de Glauber), o lirismo onírico de Fellini ("A Doce Vida"), o frescor iconoclasta de Godard ("Alphaville"), o surrealismo sacrílego de Buñuel ("O Estranho Caminho de Santiago") e a releitura da tragédia por Pasolini ("Édipo Rei").

As maneiras como essa heterogênea filmografia se articula com a obra do diretor de "Terra em Transe" serão debatidas amanhã, às 20h10, pelos estudiosos Ismail Xavier, Leandro Saraiva e Pedro Plaza Pinto.

É muito mais do que um inventário das influências de um grande cineasta. É uma síntese do que houve de mais inquieto e criativo naquela que foi chamada de "a arte do século 20".

Fonte: José Geraldo Couto, colunista da Folha de São Paulo - 19.7.06

terça-feira, 18 de julho de 2006

O mais polêmico dos documentários

Você já assistiu Beyond Citizen Kane (Além do Cidadão Kane)?

Se você é brasileiro(a) e nunca o viu, está na hora de conhecer um pouco mais sobre seu país.

Beyond Citizen Kane é um documentário feito pela TV inglesa Channel 4 em 1993. Dirigido por Simon Hartog, o filme detalha a dominação do grupo de mídia da TV Globo sobre a sociedade brasileira, discutindo as influências do grupo, seu poder e suas conexões políticas.

Há principalmente uma crítica em relação ao ex-presidente e fundador da Globo, o já falecido Roberto Marinho. Ele é comparado ao fictício magnata da comunicação jornalística Charles Foster Kane, no filme Cidadão Kane, de Orson Welles (1941). Isso porque o documentarista diz que a Globo engajou no mesmo tipo de manipulação de notícias para influenciar a opinião pública como Kane faz no filme. Esse personagem, por sua vez, foi baseado em outra personalidade da vida real, o magnata da comunicação nos EUA William Randolph Hearst.

O documentário traça o envolvimento da Globo e seu apoio à ditadura militar, sua parceria com o grupo Time Warner (na época Time-Life), as manobras políticas de Marinho (que incluíam levar ao ar uma versão editada e gravada de um debate presidencial em 1990 favorecendo o Fernando Collor de Mello) e um acordo controverso envolvendo ações da NEC Corporation e contratos do governo.

Tem entrevistas com artistas, políticos e especialistas, como Chico Buarque, Leonel Brizola, Washington Olivetto e Luiz Inácio Lula da Silva, nosso atual presidente.

O filme foi exibido pela primeira vez em setembro de 1993 no Reino Unido e foi levado ar novamente no dia seguinte à morte de Roberto Marinho. No Brasil, foi proibido em 1994 graças a uma ação judicial movida pelo próprio por considerar o vídeo difamatório. Cópias do documentário estão disponíveis na Internet e têm sido distribuídas por membros dos partidos políticos brasileiros e entre estudantes universitários desde então.

O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna - MAM do Rio de Janeiro foi vetada pelo presidente da época, Itamar Franco. Atualmente existem pouquíssimas apresentações desse filme, como uma exibição pública na Avenida Paulista organizada pelo CMI.

Ficou com vontade de ver? Baixe aqui ou aqui.

Saiba mais sobre o filme de Orson Welles, Cidadão Kane, aqui e aqui.

Se preferir, pode assistir aqui mesmo, é só esperar e ver logo abaixo. ;-)


Música e Cinema

Você conhece Madeleine Peyroux?

E Marlene Dietrich?

Divas reunidas em um vídeo excelente. Assista. ;-)

Trecho de luz

Quanto a mim mesma, sem mentir nem ser verdadeira - como naquele momento em que ontem de manhã estava sentada à mesa do café - quanto a mim mesma, sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim. De algum modo "como se não fosse eu" era mais amplo do que se fosse - uma vida inexistente me possuía toda e me ocupava como invenção. Somente na fotografia, ao revelar-se o negativo, revelava-se algo que, inalcançado por mim, era alcançado pelo instantâneo: ao revelar-se o negativo também se revelava a minha presença de ectoplasma. Fotografia é o retrato de um côncavo, de uma falta, de uma ausência?


-- de A Paixão Segundo G.H., Clarice Lispector

Dorothy Parker

Esse não é um romance que se possa pôr de lado de forma ligeira. Deve-se atirá-lo longe com toda a força.

García-Márquez merece ir além

Das páginas de seus livros.

Se bem que nossas vidas são cheias de realidades e verdades encontradas neles, então já se pode dizer que suas palavras estão além.

Mas unir uma paixão inenarrável (o dito cujo) a outra incontrolável (cinema! cinema! cinema!) me leva a dizer que esta notícia fez meu dia começar maravilhosamente bem! :-D

Se ligue:

García Márquez é adaptado para o cinema pelo filho

Ninguém Escreve ao Coronel, de Ripstein
Rodrigo García Barcha, filho de Gabriel José García Márquez, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1982, levará ao cinema a história de Tempo de Morrer, escrita em 1965 pelo pai e Carlos Fuentes. Barcha já dirigiu filmes como Cosas Que Puedes Decir Solo con Verla e Nueve Vidas. A informação foi divulgada durante o 3º Festival Colombiano de Curtas-Metragens, em Bogotá, pelo cineasta Arturo Ripstein.

Tempo de Morrer conta a história de Juan Sáyago que, após cumprir 18 anos de prisão por homicídio, vai ao encontro da mulher que ama, Mariana Sampedro, e tem de enfrentar o desejo de vingança dos filhos do homem que matou.

Gárcia Márquez nasceu em Aracataca, na Colômbia, em 6 de março de 1928. Como jornalista, viajou para vários países, entre eles França, México, Itália e Espanha. Iniciou sua carreira literária em 1955, com a publicação de diversos contos como Ninguém Escreve ao Coronel, que foi adaptado por Ripstein para o cinema em 1999. Seu maior sucesso foi Cem Anos de Solidão (1967), livro traduzido em 35 idiomas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos.

Fonte: CineClick